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Cálculo OficialCalcular agora

Quanto cobrar por hora

Dividir o salário desejado por 220 horas é a conta que leva o autônomo a ganhar menos que um empregado.

Texto revisado em . Os valores legais abaixo vêm dos parâmetros cadastrados e acompanham a norma que os fixa.

O erro está no divisor

A conta mais comum pega a renda mensal desejada e divide pelas horas de um mês de trabalho. O resultado é um preço de hora que parece razoável e que, na prática, produz renda menor que a de um emprego equivalente.

O problema é o divisor. Nem toda hora trabalhada é faturável: prospecção, orçamento, reunião não cobrada, retrabalho, administração, estudo. Essas horas existem, são necessárias e não entram em nota nenhuma.

Quem fatura metade das horas que trabalha precisa cobrar o dobro por hora para chegar ao mesmo lugar.

O que a CLT dava e agora é por sua conta

Quem sai da carteira assinada perde um conjunto de coisas que continuavam acontecendo mesmo quando não se trabalhava — e que agora precisam estar embutidas no preço.

  • Férias: um mês por ano sem faturar, mais o adicional que a CLT pagava.
  • Décimo terceiro: um mês a mais de renda que agora não existe sozinho.
  • Fundo de garantia: o depósito mensal que ninguém mais faz por você.
  • Dias parados por doença, que na CLT eram cobertos.
  • Contribuição previdenciária, que passa a ser recolhida por você.

Nada disso é opcional: são despesas certas, apenas distribuídas de forma irregular. Não embuti-las no preço da hora significa financiá-las com o próprio padrão de vida quando elas chegam.

Os custos fixos entram, mesmo os pequenos

  • Contabilidade, quando há empresa aberta.
  • Impostos sobre o faturamento, conforme o regime.
  • Ferramentas, assinaturas de software e equipamento — com a reposição dele.
  • Espaço de trabalho, energia e internet, ainda que em casa.
  • Formação e atualização, que num trabalho técnico não são luxo.

Somados e divididos pelas horas faturáveis, esses custos costumam representar uma parcela relevante do preço — e quem os ignora descobre no fim do ano que trabalhou muito para pagar ferramenta.

Uma nota final sobre preço: a conta descrita aqui devolve o piso — abaixo dele o trabalho não se sustenta. O quanto acima do piso se cobra é decisão de posicionamento, e essa nenhuma calculadora resolve.

Este guia é informativo e educacional. Descreve como o cálculo é feito com base nas normas citadas e não constitui aconselhamento jurídico, contábil ou financeiro. Situações específicas de contrato, convenção coletiva ou acordo individual podem alterar o resultado.

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